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Aparelho sexual apresenta defeitos virtuais
09/10/2020 19:25 em Tecnologia

A brecha foi descoberta pelo site Pen Tests Partners, que informou o problema à fabricante para que o sistema do aplicativo fosse atualizado. Porém, mesmo após modificações, as falhas de segurança persistiram e continuam permitindo o controle do vestível por invasores.

O dispositivo é desenvolvido pela empresa chinesa Qiui no intuito de controlar a castidade do parceiro. O aparato fica no entorno do órgão genital, bem rende aos testículos. Ele só pode ser travado ou destravado por meio de um aplicativo e não possui trancas manuais.

O dispositivo também não possui senhas ou codificação protegendo sua programação, o que acaba deixando os usuários vulneráveis. Esta característica

permite que qualquer pessoa invada o sistema e tranque o usuário permanentemente. Uma vez preso, não é possível se liberar sem destruir o aparelho

O fato do dispositivo não possuir uma programação de emergência para casos extremos não deixa somente o aparelho exposto a invasões como também torna o usuário refém de erros e bugs. Alguns clientes escreveram depoimentos na internet revelando que ficaram presos no aparelho mesmo antes da brecha ser descoberta. “O aplicativo parou de funcionar completamente após três dias e estou preso”, relatou um usuário anônimo.

Outras pessoas também manifestaram insatisfação explicando que o dispositivo não deveria ter tais problemas devido à confiança que o cliente deposita no produto. Eles indicaram que, por ser um aparelho dedicado a regiões íntimas, precisa ter máxima segurança. “Meu parceiro está preso! Isso é ridículo, pois ainda não faço ideia se foi corrigido, já que não há novas respostas de e-mail. Tão perigoso! E assustador! Dado o que o aplicativo controla, ele precisa ser confiável”, contribuiu outro.

Devido ao problema, o pesquisador Alex Lomas enfatizou que as empresas responsáveis por produzir wearables dedicados a regiões íntimas precisam aplicar medidas mais seguras que as utilizadas em dispositivos comuns. Ele também revela que, por enquanto, a única segurança que o usuário tem é pesquisar bem antes de decidir comprar um aparelho como este.

 

Por: G1.com

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